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Sedentarismo

A maioria dos estudos evidenciam que a atividade física moderada e regular diminui o risco de doença coronariana. Muitos desses estudos mostram que o exercício moderado durante o tempo livre, é benéfico e o efeito protetor é ainda maior para aqueles indivíduos que possuem um trabalho sedentário. Isto melhora a irrigação do miocárdio em todos os grupos de idade e seu efeito é independente de outros fatores de risco coronário.

Os indivíduos inativos têm o dobro da possibilidade de desenvolver doença coronariana do que indivíduos ativos, independente da presença de outros fatores de risco.

As mudanças benéficas, induzidas pelo exercício são:

  • Diminuição da pressão arterial;
  • Perda de peso;
  • Aumento do HDL;
  • Diminuição do colesterol total e LDL;
  • Aumento da capacidade do organismo de dissolver trombos que eventualmente possam ser formados;
  • Melhora a sensibilidade à insulina, resultando no melhor controle do diabetes;
  • Aumento do tamanho das artérias coronárias;
  • Formação de colaterais e diminuição da tendência ao vasoespasmo;
  • Diminuição do desejo de fumar;
  • e, enfim, provoca uma considerável melhoria na imagem, na expressão corporal, auto-estima, melhorando a qualidade de vida como um todo.

A intensidade, freqüência e duração da atividade física aeróbica é individualizada. Em linhas gerais, recomenda-se duração mínima de 20 minutos e duração ideal de 45 minutos diários de exercícios de 3 a 5 vezes por semana. Deve-se dar preferência aos chamados exercícios aeróbicos: corrida, bicicleta, caminhar rápido, natação, remo etc. A duração da sessão de exercício é mais importante que a intensidade. Quanto mais prolongado for o exercício, maior será a queima de gordura. Deve-se sempre respeitar a tolerância e preferência de cada pessoa para cada tipo de exercício.

O exercício realizado nas condições citadas diminui a freqüência cardíaca, aumenta o volume de sangue em cada batimento cardíaco, facilitando o melhor fluxo sangüíneo nos vasos e diminuindo assim, o trabalho cardíaco.

Mesmo exercícios leves como subir escadas, caminhar, praticar jardinagem, atividades estas que podem ser realizadas pela maioria dos adultos, conduzem a uma redução significativa de morte coronária. Por isso, sempre que possível, caminhe, evite elevadores e, para pequenas distâncias, não use o carro.

Os exercícios com pesos e musculação possuem um componente isométrico que está associado à elevação da pressão arterial, o que pode ser perigoso, sobretudo em hipertensos e coronariopatas, entretanto existe algum benefício quando nestes exercícios é utilizado pouco peso e muita repetição.

O melhor exercício aeróbico, na fase inicial do programa de condicionamento físico, é a caminhada. A quantidade de calorias gasta depende do peso do indivíduo e da intensidade da caminhada, mas é, em média, cerca de 1.15 cal. por kg, a cada 1.6 km percorridos. O gasto energético médio de andar de bicicleta é 0.60 cal. por kg por 1.6 e para corridas, l.70 cal. por kg a cada 1.6 km percorridos. Por exemplo, um indivíduo de 80 kg que caminha 45 minutos e percorre 3,75 km, gasta em média 216 Kcal (cerca de 92 Kcal/1.6 km percorridos).

A caminhada deve ser prescrita como exercício com finalidade terapêutica e como tratamento, não devendo ser confundida com caminhada de "passeio" que, embora seja ótima como higiene mental, não melhora o condicionamento físico. A caminhada como exercício deve ser contínua, realizada no plano (evitar ladeiras) e ter freqüência mínima de 4 vezes por semana. O ideal é que seja diariamente e com intensidade suficiente para atingir 60 a 80% da freqüência cardíaca máxima a ser determinada pelo médico na avaliação prévia realizada antes de iniciar seu programa de exercícios. Em linhas gerais, deve-se começar com 20 minutos de duração e acrescentar 5 minutos a cada semana. A "passada" de uma caminhada é individual e não deve causar falta de ar, dor no peito, tonturas ou mal estar.

Recomendações para se evitar lesões esportivas e acidentes cardiovasculares:

  • 1. Não treinar excessiva e desnecessariamente:
  • a) Não fazer dois treinos no mesmo dia;
  • b) Após um dia de treinamento intenso, deve-se repousar ou fazer treinos leves;
  • c) Dar chance aos músculos de relaxarem e ressintetizarem os combustíveis gastos.
  • 2. Estar atento a sinais e sintomas precoces:
  • a) Dores nas articulações, músculos e ossos, durante e após atividades físicas, sugerem parar, diminuir a intensidade ou modificar a técnica;
  • b) Se, no início do programa, você sentir seus músculos cansados e doloridos, faça um treino leve;
  • c) Não se exercite com febre ou doença infecciosa.
  • 3. Diminuir o espasmo muscular e a rigidez articular
  • a) Fazer um correto aquecimento e alongamento;
  • b) Orientar-se sobre exercícios de flexibilidade e alongamento.
  • 4. Manter-se rotineira e fisicamente ativo:
  • a) Evitar ser um atleta de fim de semana;
  • b) Evitar suspender seus exercícios por mais de 10 dias.
  • 5. Submeter-se aos exames médicos previamente:
  • a) Obrigatoriedade do teste ergométrico em idade acima dos 35;
  • b) Defeitos posturais devem ser detectados;
  • c) Avaliação cardiorespiratória durante esforço;
  • d) Contra-indicações às atividades físicas devem ser detectadas.

 

Juarez Magalhães Brito
Cardiologista / Ecocardiografista – CRM 5565

 

 

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