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Está bem estabelecido que as mulheres apresentam uma menor incidência de coronariopatia do que os homens. Na sociedade ocidental, as mulheres têm, em média, uma duração de vida 8 anos maior que os homens. Calcula-se que 40% do excesso de mortalidade nos homens é causado pela coronariopatia.

Em indivíduos brancos abaixo de 45 anos, os homens têm 10 vezes mais probabilidade de desenvolverem infarto do miocárdio que as mulheres. Elas apresentam níveis mais baixos de colesterol total e LDL, e níveis mais altos de HDL

Após a menopausa, entretanto, as mulheres apresentam um substancial aumento na incidência de eventos coronarianos, estreitando a diferença de risco coronariano entre homens e mulheres. Aparentemente, este efeito protetor nas mulheres, é devido ao estrógeno, o hormônio feminino.

Ainda que as mulheres estejam relativamente protegidas contra os eventos coronarianos durante a idade fértil, esta proteção desaparece em mulheres fumantes e/ou diabéticas, cuja incidência de coronariopatia se iguala à dos homens em condições semelhantes. No mais, é sempre bom lembrar que o efeito protetor desaparece rapidamente depois da menopausa e a mortalidade pós-infarto do miocárdio é mais alta em mulheres do que em homens, nessa fase da vida .

Por esses motivos inclui-se como fator de risco de doença cardiovascular, o fato de ser mulher maior de 55 anos ou na fase pós-menopausa sem suplementação estrogênica.

Em relação às gorduras na pós-menopausa, há um aumento progressivo em seus níveis de colesterol total e de LDL, enquanto o HDL, que costuma encontrar-se mais elevado na pré-menopausa do que nos homens, tendem a baixar. Estudos epidemiológicos sugerem que a administração de estrógenos reduz o risco de doença coronariana em 35 a 50%. O benefício da administração de estrógenos é indiscutível também na prevenção da osteoporose.

O uso de anticoncepcionais orais não possui um efeito protetor contra coronariopatia, porém tampouco existe evidência de que anticoncepcionais preparados com baixa dosagem estrogênica aumentam o risco de doença coronariana em mulheres com menos de 30 anos ou nas não fumantes que não possuem outros fatores de risco e se encontrem entre 30 e 50 anos.

Por fim, saliente-se que o uso do estrógeno possui alguns efeitos colaterais importantes, como elevação dos níveis de triglicérides, além de aumentar o risco de câncer uterino e mamário, sobretudo nas mulheres com antecedente familiar de tais patologias.

 

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